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domingo, 21 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mais um jovem Balzaquiano nasce para um belo horizonte


Hoje o sol nasceu sorrindo, brilhando de alegria naquele belo horizonte.
Hoje os ipês amanheceram dançando no embalo do vento e as roupas coloridas fazendo a festa no varal do Taquaril.
Por todo lado era alegria acordando pra celebrar a vida. Lá no Alta, cheio de Vera e de Cruz, também havia festa. Na Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, nas radiolas de São Luis, nas ladeiras de Ouro Preto, Mariana, banhando nas águas frias de Antônio Pereira, havia festa.
Nascia o filho de Pernambuco e Maranhão nos braços das Minas Gerais.
Aproveita a era Balzac, que depois vem o Prozac, mas esse aí ainda vai ter que esperar vossa majestade reinar, contagiar o povo quando teu sorriso se abre feito manhã de dia ensolarado.
Vem abraçar teus súditos porque sem abraço o coração não passa e sem tua alegria, a vida não tem graça.
Hoje é o dia do pavão misterioso levar teus sonhos pra voar.
Hoje o Padim Ciço te abençoa do alto daquele Orto, te cobrindo de fitinhas coloridas de Juá.
Hoje o mestre Patativa homenageia lá do céu de Suassuna, o meu mestre daqui ao ler essas linhas, se emocionar:

"Poeta, cantô da rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.

Feliz de quem pode abraçar tanta lindeza nesse dia de hoje,
Weltu, pega teu fita preta, macaca, cu seco, gordinha, gatinha, a beija, a colhega, a piri, a Dulcinéia, o Dan, o Pepê, a Zefa e o resto do magote de amores que te amam tanto e coloca todos eles no Trem de Minas do teu coração mágico.
Mas pelo amor de Dadá, não vá esquecer de mim! 
Porque daqui do meu Ceará, 
Da brisa desse mar de yemanjá,
Meu coração segue a festejar,
O jovem Balzac debutar!


Feliz Aniversário!!!
Aproveita essa viagem de 365 dias que começa hoje em volta do sol!

Ma Vie

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Bullet With Butterfly Wings


É tudo tão vazio dentro do mesmo vácuo, que quando abro meus olhos de manhã, tenho a estranha sensação do nada corroendo minhas órbitas doloridas do choro que vai inundando o espaço distante entre o céu e o inferno do meu caos particular.
Nada dentro, nada fora, além de um barulho oco sacudindo as carnes trêmulas. Os músculos se contraem apertando contra o peito o peso da angústia que corrói pela beirada dos beiços o resto de calor, e eu aqui tentando ser mais doce, mais leve, menos dolorido.
As noites se tornam cada vez mais longas, intermináveis até! E no meio daquele nada em preto e branco, eu vou me aventurando nos riscos e desregramentos de quem não tem muito mais a perder. Pego o pano de chão, dois terços de madeira, uma faca cega, três quilos de sal grosso e me preparo pro banquete. Hoje teremos Bullet with butterfly wings, servido ao molho de água fluidificada com gás. Adoro bolhinhas psicodélicas que explodem dentro do vazio de mim mesmo e alimentam o ar nas noites frias de inverno.
Fico escutando a inércia do que não acontece e presto atenção:
No ar que respiro,
No suor que transpiro,
No perfume que inspiro,
No amor que suplico,
No gozo que suspiro
No exato momento em que expiro. 

(Ma Vie)