"Provo que a mais alta expressão da dor consiste essencialmente na alegria." (Augusto dos Anjos)
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
ADORAMOR
DORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMOR
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(Marcos Ma Vie)
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(Marcos Ma Vie)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Um só caminho...o de mais nada fazer
"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos
um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo: quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer".(Clarice Lispector)
P.S.: O pior de ler tudo isso...é chegar a essa conclusão e não fazer mais nada. Saber que não resta mais nada a fazer, tentar se nutrir sozinho, fazer tudo sozinho, ser sozinho. Mas vazio, não! Sozinho, carregando na mochila uma coleção inteira de saudade. Como disse o poeta: "ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio".
domingo, 2 de outubro de 2011
A Minha Dor
A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal…
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias…
Ao gemer, comovidos, o seu mal…
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias…
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve… ninguém vê… ninguém…
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve… ninguém vê… ninguém…
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