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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Something to Remember


ADORAMOR

DORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMOR
AMORDORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMOR
AMORAMORDORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMOR
AMORAMORAMORDORAMORAMORAMORAMORAMORAMOR
AMORAMORAMORAMORDORAMORAMORAMORAMORAMOR
AMORAMORAMORAMORAMORDORAMORAMORAMORAMOR
AMORAMORAMORAMORAMORAMORDORAMORAMORAMOR
AMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORDORAMORAMOR
AMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORDORAMOR
AMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORAMORDOR


(Marcos Ma Vie)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um só caminho...o de mais nada fazer


"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos
um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo: quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer".
(Clarice Lispector)


P.S.: O pior de ler tudo isso...é chegar a essa conclusão e não fazer mais nada. Saber que não resta mais nada a fazer, tentar se nutrir sozinho, fazer tudo sozinho, ser sozinho. Mas vazio, não! Sozinho, carregando na mochila uma coleção inteira de saudade. Como disse o poeta: "ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio".

...

"‎E COMO DIRIA HILDA HILST: LOVE, APESAR, A PESAR E HÁ PESAR!"

Clip The Cranberries "No Need to argue"

domingo, 2 de outubro de 2011

A Minha Dor


A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal…
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias…
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve… ninguém vê… ninguém…
(Florbela Espanca - O Livro das Mágoas)