"Provo que a mais alta expressão da dor consiste essencialmente na alegria." (Augusto dos Anjos)
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sábado, 5 de novembro de 2011
Te encontro em meia hora?
”Ando bem nostálgico. Larguei o emprego a poucos dias. Penso em viajar, recomeçar tudo sem você. Talvez consiga, ser de novo, enfim feliz! Me distanciei das pessoas, ando bastante solitário. Não faço barba, sempre mancho a camisa de café. Voltei a fumar também! As vezes bebo, nesses domingos monótonos, deito no chão e me sufoco de tédio, nostalgias, saudades e porres. Não sei se consigo continuar. Tá bem difícil! A propósito, eu morri ontem… Por dentro. Apodreci, congelei, sequei de vez. Como de costume, fui aquele lugar que tomávamos café, quer dizer, onde eu comprava o café pra te levar na cama e te acordar aos beijos. Passei em frente a uma loja de televisivos também, por incrível que pareça, nosso filme estava passando em todas as telas. Ignorei. Doía! Passei a frente da livraria, e vi aquele seu livro; favorito, até, aquele que você tentava me convencer a ler quando nos conhecemos e ficava me contando a história… Comprei ele! Não sei, talvez me fizesse mais próximo de você mesmo depois de tudo que aconteceu. Vi casais apaixonados, e sentia inveja. Lembrava de como éramos. Vi crianças e lembrei dos nomes que tentávamos escolher antes de dormir, via idosos e lembrava dos nossos ‘para sempre…’ Do tempo que ficaríamos juntos. Tudo me lembrava você! Passei em frente aquela praça também, cujo banco fica no topo e dá pra ver toda a cidade. Aquela que você sempre me pedia meia hora que já ia chegar e demorava algumas horas se arrumando pra tentar me surpreender! Mal sabia que ficava linda de qualquer forma pra mim. O dia queria me dizer alguma coisa, tinha perdido a noção de tempo, desde que aquilo aconteceu. Não estou dentro de mim, alias, cheguei e olhei o calendário: Dia 27 de julho! Naquele dia, completavam-se cinco anos após sua morte. Ontem, alias! Eu…Encarei o calendário e não quis acreditar. Pela primeira vez, cai em mim que tinha te perdido, mesmo nos amando. Não gosto dessa ideia! Faziam cinco anos, e eu ainda te amava, você ainda era tudo pra mim…
Eu disse que seria pra sempre, não é? Pois então; Te encontro em meia hora?“
P.S.: texto retirado de uma rede social, nome do autor não foi revelado.
domingo, 23 de outubro de 2011
A beira do rio
Daqui de onde estou, sentado a beira do rio, a água molhando levemente os meus pés descalços, o sol começa a brilhar, surgindo bem ao alcance do meu desejo, enquanto o céu vai mudando de cor e os raios...ah os raios.
Os raios vão dando sentido a tudo, preenchendo todos os espaços vazios, enchendo de vida onde antes era escuro. Hoje é tudo tão claro...
De longe, a música toca " you can be Henry Miller and I´ll be Anais Nin..."
Daqui de onde estou, sentado a beira do rio, deixo o vento me levar para qualquer lugar antes que o frio chegue.
Quando ele chegar, o frio, aqui dentro vai ter calor suficiente para aquecer todo o resto.
Daqui de onde estou, sentado a beira do rio, eu vou ficar.
Vou ficar com a água, o sol e seus raios, o vento, o céu e essa mão que descansa sobre a minha enquanto os olhos brilham em silêncio.
(Marcos Ma Vie)
(Marcos Ma Vie)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
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