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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DEGUSTAÇÃO

DEGUSTAÇÃO: Coloração vermelha rubi com traços violáceos. Aroma frutado ressaltando frutas vermelhas. Na boca apresenta boa estrutura e retrogosto prolongado.




P.S.: Rótulo de garrafa de vinho dando asas a imaginação alheia. Tim-tim!!!

domingo, 25 de setembro de 2011

Meu caís, meu lar

Hoje eu navego só
Tentei algumas vezes ancorar em um porto seguro
Alguns portos já quiseram me dar abrigo também
Precisei viajar por mares tempestuosos, noites de frio, escuridão e solidão.
Sigo mar a dentro sem bússola e sem lua a procura do meu porto seguro particular
A procura do meu caís, do meu lar
Sigo a deriva nesse mar que me navega
Nas ondas que me embalam o sono
A procura do meu dono

(Marcos Ma Vie)

"Deixo fluir tranqüilo
Naquilo tudo que não tem fim
Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim
Vaca, manacá, nuvem, saudade
Cana, café, capim
Coragem grande é poder dizer sim"

sábado, 24 de setembro de 2011

O cheiro do outro

"E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também." (C.F.A.)




GAL COSTA - VOLTA - 1973